domingo, 12 de dezembro de 2010

Arquitetura da Destruição - 1995


Este filme é considerado um dos melhores estudos sobre o Nazismo. Lembra que chamar Hitler de artista medíocre não elimina os estragos causados por sua estratégia de conquista universal. O arquiteto da destruição tinha grandes pretensões e queria dar uma dimensão absoluta à sua megalomania. O nazismo tinha como princípio fundamental embelezar o mundo, nem que para isso tivesse que destruí-lo. Esse documentário traça a trajetória de Hitler e de alguns de seus mais próximos colaboradores, com a arte. Muito antes de chegar ao poder, o líder nazista sonhou em tornar-se artista, tendo produzido várias gravuras, que posteriormente foram utilizadas como modelo em obras arquitetônicas. Destaca ainda a importância da arte na propaganda, que por sua vez teve papel fundamental no desenvolvimento do nazismo em toda a Alemanha
CINEASTA: PETER COHEN
GÊNERO: DRAMA/BIOGRAFIA/DOCUMENTÁRIO
ORIGEM: SUÉCIA
DIÁLOGO: SUÉCO
LEGENDA: PT-BR
DURAÇÃO: 121 MIN

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domingo, 28 de novembro de 2010

Chucho Valdés

Chucho Valdés - Briyumba Palo Congo - 1999

Tracks:
1. El Rumbon (The Party) 7:52
2. Bolero (Ballad) 6:16
3. Caravan 7:01
4. Embraceable You 6:03
5. Ponle La Clave (Put The Time On It) 9:23
6. Rhapsody In Blue 7:08
7. Briyumba Palo Congo 9:59

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Dave Pike

Dave Pike Set - Noisy Silence - Gentle Noise -1969

Tracks:
01 - I'm On My Way
02 - Regards From Freddie Horowitz
03 - Somewhat, Somewhere, Somehow
04 - Noisy Silence, Gentle Noise
05 - Mother People
06 - Mathar
07 - Vian-De
08 - Teaming Up
09 - Walkin' Down The Highway In A Red Raw Egg

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Bill Evans

Bill Evans - Everybody Digs Bill Evans - 1958

Tracks:
1. Minority
2. Young & Foolish
3. Lucky To Be Me
4. Night & Day
5. Epilogue
6. Tenderly
7. Peace Piece
8. What Is There To Say?
9. Oleo
10. Epilogue
11. Some Other Time (mono)

Sam Jones (baixo),
Philly Joe Jones (bateria),
Bill Evans (piano)

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sábado, 27 de novembro de 2010

Oliver Nelson

Oliver Nelson - The Blues and The Abstract Truth - 1961


O saxofonista Oliver Nelson teve muitas experiências musicais antes de gravar sua obra prima, The Blues and The Abstract Truth. Acompanhou nomes como Lou Jordan, Erksine Hawkins e Quince Jones, alem de ter sido o arranjador oficial do Apollo Theater em Nova Iorque.


Entre 59 e 61, lançou 6 discos como bandleader pela gravadora Prestige, mas foi com The Blues and The Abstract Truth, lançado pela Impulse, que Nelson entrou para a história do jazz. Além de conter Stolen Moments, seu tema mais famoso, o disco conseguia transmitir maturidade e equilíbrio musicais incomuns. Mesmo se pensarmos que ele foi lançado em um período muito fértil para o jazz como um todo. O disco propõe uma leitura jazz da linguagem blues.

Os sopros consistiam em Nelson, Freddie Hubbard, Eric Dolphy e George Barrow. Nelson executa solos simples e concisos como Miles Davis, mas de inspiração erudita e com texturas que remetem a Debussy. Freddie Hubbard (trumpete) e Eric Dolphy (sax alto e flauta) conseguem estabelecer linhas melódicas fluidas em acordo com o feeling blues que permeia toda a gravação. Dolphin era então um novato, mas já expunha as características que iria explorar em seu próprio disco seminal, Out to Lunch.George Barrow completa o trio de saxofones

A seção rítmica também funciona a contento com Paul Chambers no baixo e Roy Haynes na bateria. A dupla mostra bastante entrosamento e consegue fazer um acompanhamento adequadamente sutil. Por fim, quem consegue fazer a ponte entre o ritmo e a melodia é o piano de Bill Evans.

Stolen Moments mereceria constar em quaisquer coletâneas de jazz. Desde seu aparecimento, a música já foi constantemente regravada em muitos formatos com a interpretação de diversos músicos. Aparece com frequência no cinema e a publicidade nunca a esquece.

Depois de lançar The Blues and The Abstract Truth, Oliver Nelson continuou sua carreira jazzista até seu falecimento em 75, mas colaborou com a trilha de filmes (tanto para o cinema quanto para a tv). Além de possuir peças orquestrais de fôlego.

Tracks:
01. Stolen Moments
02. Hoe-Down
03. Cascades
04. Yearnin'
05. Butch and Butch
06. Teenie's Blues


Oliver Nelson - Saxs alto e tenor
Eric Dolphy - Sax alto e flauta
George Barrow - Sax barítono
Freddie Hubbard - Trompete
Bill Evans - Piano
Paul Chambers - Contrabaixo
Roy Haynes - Batería

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Drácula de Bram Stoker - 1992


No século XV, um líder e guerreiro dos Cárpatos renega a Igreja quando esta se recusa a enterrar em solo sagrado a mulher que amava, pois ela se matou acreditando que ele estava morto. Assim, perambula através dos séculos como um morto-vivo e, ao contratar um advogado, descobre que a noiva deste é a reencarnação da sua amada. Deste modo, o deixa preso com suas "noivas" e vai para a Londres da Inglaterra vitoriana, no intuito de encontrar a mulher que sempre amou através dos séculos.

Ficha Técnica:
Título no Brasil: Drácula de Bram Stoker
Título Original: Bram Stoker's Dracula
País de Origem: EUA
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 127 minutos
Ano de Lançamento: 1992
Estúdio/Distrib.: Sony Pictures
Direção: Francis Ford Coppola

Elenco:
Gary Oldman .... Príncipe Vlad Drácula
Winona Ryder .... Mina Murray / Elisabeta
Anthony Hopkins .... Professor Abraham Van Helsing / Chesare
Keanu Reeves .... Jonathan Harker
Richard E. Grant .... Dr. Jack Seward
Cary Elwes .... Lorde Arthur Holmwood
Bill Campbell .... Quincey P. Morris
Sadie Frost .... Lucy Westenra
Tom Waits .... R.M. Reinfield
Monica Bellucci .... Noiva de Drácula
Michaela Bercu .... Noiva de Drácula
Florina Kendrick .... Noiva de Drácula

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sábado, 13 de novembro de 2010

Sympathy For The Devil - 1968



Jean-Luc Godard, um dos mais cultuados cineastas franceses, já havia realizado alguns dos melhores filmes da Nouvelle Vague quando, em 1968, dirigiu o lendário documentário One + One. Não contente com a sua edição, o produtor Iain Quarrier, à revelia do diretor, apresentou a sua versão, que chamou de Sympathy for the Devil. O filme acompanha as sessões de estúdio da banda inglesa Rolling Stones. O grupo encontrava-se no auge da carreira, compondo músicas cada vez mais criativas e com uma postura política típica dos anos dourados da contracultura mundial.

. Direção: Jean-Luc Godard
• Roteiro: Jean-Luc Godard
• Gênero: Documentário/Musical
• Origem: Reino Unido
• Duração: 100 minutos
• Tipo: Longa-metragem


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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Jorge Luis Borges

(Buenos Aires, 24 de agosto de 1899 — Genebra, 14 de junho de 1986)


"Não criei personagens. Tudo o que escrevo é autobiográfico. Porém, não expresso minhas emoções diretamente, mas por meio de fábulas e símbolos. Nunca fiz confissões. Mas cada página que escrevi teve origem em minha emoção".

O escritor Jorge Luis Borges nasceu na capital argentina, Buenos Aires. Bilíngüe desde a sua infância, aprendeu a ler em inglês antes que em castelhano, por influência de sua avó materna de origem inglesa.

Aos seis anos disse a seu pai que queria ser escritor e aos sete escreveu, em inglês, um resumo de literatura grega. Aos oito, inspirado num episódio de "Dom Quixote" de Cervantes, fez seu primeiro conto: "La Visera Fatal". Aos nove anos, traduziu do inglês "O Príncipe Feliz" de Oscar Wilde.

Em 1914, devido à quase cegueira total, seu pai decide passar uma temporada com a família na Europa. Em Genebra, Jorge escreveu alguns poemas em francês enquanto estudava o bacharelado (1914-1918). Sua primeira publicação registrada foi uma resenha de três livros espanhóis para um jornal de Genebra.

Em 1919, mudou-se para a Espanha e publicou poemas e manifestos na imprensa. Em 1921, retornou a Buenos Aires e redescobriu sua cidade natal, na efervescência dos anos 20. Nesse clima escreveu seu primeiro livro de poemas, "Fervor em Buenos Aires", publicado em 1923.

A partir de 1924, publicou algumas revistas literárias e, com mais dois livros, "Luna de Enfrente" (poesia) e "Inquisiciones" (ensaios), ganhou em 1925 a reputação de chefe da jovem vanguarda de seu país. Nos anos seguintes, ele se transformou num dos mais brilhantes e polêmicos escritores da América Latina.

Inventando um novo tipo de regionalismo, acrescentou uma perspectiva metafísica da realidade, mesmo em temas como o subúrbio portenho ou o tango. Nesta fase escreveu "Cuaderno San Martin" e "Evaristo Carriego". Mas logo se cansou desses temas e começou a especular sobre a narrativa fantástica, a ponto de produzir durante duas décadas, de 1930 a 1950, algumas das mais extraordinárias ficções do século, nos contos de "Historia Universal de la infâmia" (1935); "Ficciones" (1935-1944) e "El Aleph" (1949), entre outras.

Em 1937, Borges foi nomeado diretor da Biblioteca Pública Nacional, o que foi seu primeiro e único emprego oficial. Saiu nove anos depois, indignado com a inclinação fascista que estava tomando a Argentina.

No que se refere ao amor, o caso mais quente do escritor argentino foi com Estela Canto, que depois lançou o livro de memórias "Borges a Contraluz". Ele conta em sua biografia que a pediu em casamento. Moderna e liberada para a época, Estela respondeu: "Eu aceitaria, Georgie, mas não podemos casar sem antes dormir juntos". Borges ficou assustado e desapareceu.

Aos 50 anos, o escritor já havia perdido parcialmente a visão. Com o passar dos anos, quando a cegueira se fez completa, sua mãe, Leonor, passou a cuidar dele, lendo e escrevendo o que ditava.

O reconhecimento literário de Borges se solidificou em 1961 com a conquista do prêmio concedido pelo Congresso Internacional de Editores, que dividiu com Samuel Beckett. Logo receberia também prêmios e títulos por parte dos governos da Itália, França, Inglaterra e Espanha.

Em 1967, Borges casou-se com uma amiga de infância, Elsa Astete. O casamento durou três anos e acabou com Borges fugindo de casa, sem coragem para discutir a separação. Sua mãe, Leonor, morreu em 1975. Seu segundo casamento foi com a sua ex-aluna Maria Kodama que se tornou sua secretária particular em 1981. Kodama era de origem japonesa e tornou-se a herdeira de seus direitos autorais.

Em 1983, Borges publicou no diário "La Nación" de Buenos Aires o relato "Agosto 25, 1983", em que profetizava seu suicídio. Perguntado depois porque não havia se suicidado na data anunciada, respondeu: "Por covardia". Borges afirmava freqüentemente o seu ateísmo e falava da solidão como uma espécie de segunda companheira.
......................................
EVERNESS

Só uma coisa não há: e esta é o olvido.

Deus, que salva o metal, e salva a escória,

cifra em Sua profética memória

as luas que serão e as que têm sido.

Já tudo fica. A sequência infinita

de imagens que entre a aurora e o fim do dia

teu rosto nos espelhos deposita

e essas que irá deixando todavia.

E tudo é só uma parte do diverso

cristal desta memória: o universo.

Não têm fim os seus árduos corredores,

e se fecham as portas ao passares;

e só quando na noite penetrares,

do Arquétipo verás os esplendores.

...................................

UM CEGO



Não sei qual é a face que me mira

quando miro essa face que há no espelho;

e desconheço no reflexo o velho

que o escruta, com silente e exausta ira.

Lento na sombra, com a mão exploro

meus traços invisíveis. Um lampejo

me alcança. O seu cabelo, que entrevejo,

é todo cinza ou é ainda de ouro.

Repito que perdi unicamente

a superfície vã das simples coisas.

Meu consolo é de Milton e é valente,

porém penso nas letras e nas rosas.

Penso que se pudesse ver meu rosto

saberia quem sou neste sol-posto.

..................................
A CHUVA



A tarde bruscamente se aclarou,

porque já cai a chuva minuciosa.

Cai e caiu. A chuva é só uma coisa

que o passado por certo freqüentou.

Quem a escuta cair já recobrou

o tempo em que a fortuna venturosa

uma flor lhe mostrou chamada rosa

e a cor bizarra do que cor tomou.

Esta chuva que treme sobre os vidros

alegrará nuns arrabaldes idos

as negras uvas de uma parra em horto

que não existe mais. A umedecida

tarde me traz a voz, a voz querida

de meu pai que retorna e não é morto.

.....................................

XADREZ



I



Em seu grave rincão, os jogadores

as peças vão movendo. O tabuleiro

retarda-os até a aurora em seu severo

âmbito, em que se odeiam duas cores.

Dentro irradiam mágicos rigores

as formas: torre homérica, ligeiro

cavalo, armada rainha, rei postreiro,

oblíquo bispo e peões agressores.

Quando esses jogadores tenham ido,

quando o amplo tempo os haja consumido,

por certo não terá cessado o rito.

Foi no Oriente que se armou tal guerra,

cujo anfiteatro é hoje toda a terra.

Como aquele outro, este jogo é infinito.





II



Rei tênue, torto bispo, encarniçada

rainha, torre direta e peão ladino

por sobre o negro e o branco do caminho

buscam e libram a batalha armada.

Desconhecem que a mão assinalada

do jogador governa seu destino,

não sabem que um rigor adamantino

sujeita seu arbítrio e sua jornada.

Também o jogador é prisioneiro

(diz-nos Omar) de um outro tabuleiro

de negras noites e de brancos dias.

Deus move o jogador, e este a peleja.

Que deus por trás de Deus a trama enseja

de poeira e tempo e sonho e agonias?

.......................................

O SUICIDA



Não restará na noite uma estrela.

Não restará a noite.

Morrerei, e comigo a soma

do intolerável universo.

Apagarei as pirâmides, as medalhas,

os continentes e os rostos.

Apagarei a acumulação do passado.

Transformarei em pó a história, em pó o pó.

Estou mirando o último poente.

Ouço o último pássaro.

Deixo o nada a ninguém.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Mark Knopfler

Mark Knopfler Prince's Trust London - 2009

Tracks:
1 Sailing To Philadelphia

2 Sultans of Swing*

3 Romeo & Juliet*

4 Get Lucky

5 Why Worry

6 Money For Nothing*

7 Monteleone

8 If This Is Goodbye

9 Brothers In Arms

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sábado, 30 de outubro de 2010

Hank Mobley

Hank Mobley - 1957

Tracks:
1. Mighty Moe and Joe
2. Falling in Love with Love
3. Bags' Groove
4. Double Exposure
5. News

Músicos:
Bill Hardman, trompete
Curtis Porter, sax alto e tenor
Sonny Clark, piano
Paul Chambers, baixo
Art Taylor, bateria

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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Jo Jones

Jo Jones - The Jo Jones Special - 1955

Tracks:
1. Shoe Shine Boy (take 1) (Saul Chaplin, Sammy Cahn) 5:53
2. Lover Man (Jimmy Davis, Roger Ramirez, Jimmy Sherman) 6:31
3. Georgia Mae (Jo Jones) 4:48
4. Caravan (Jaun Tizol, Duke Ellington, Irving Mills) 3:59
5. Lincoln Heights (Jo Jones, Lucky Thompson) 7:47
6. Embraceable You (George & Ira Gershwin) 6:42
7. Shoe Shine Boy (take 2) (Saul Chaplin, Sammy Cahn) 5:17

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Clifford Brown & Eric Dolphy

Clifford Brown & Eric Dolphy - Together 1954

Tracks:
1. DECEPTION (Miles Davis)
2. FINE AND DANDY (Kay Swift-Paul James)
3. ORIGINAL TUNE (Brown-Dolphy)
4. CRAZEOLOGY (Charlie Parker)
5. OLD FOLKS (Robinson-Hill)
6. THERE’LL NEVER BE ANOTHER YOU (Warren-Gordon)
7. OUR LOVE IS HERE TO STAY (George and Ira Gershwin)

Clifford Brown - Trumpet
Eric Dolphy - Sax Alto
Harold Land - Sax Tenor
George Morrow - Bass
Richie Powell - Piano
Max Roach - Drums

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Dire Straits

Dire Straits - Alchemy Live - 1983

Tracks:
"saturday night at the movies"
1-Once upon a time in the west
2-Expresso love
3-Romeo and Juliet
4-Private investigations
5-Sultans Of Swing
6-Two Young Lovers
7-Intro: The Carousel Walz / Tunnel of Love
8-Telegraph Road
9-Solid Rock
10-Going Home - Theme From Local Hero
11-End Credits
"Saturday Night At The Movies"

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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Eric Clapton

Eric Clapton - Clapton - 2010

Tracks:
01. Traveling Alone [03:55]
02. Rocking Chair [04:05]
03. River Runs Deep [05:53]
04. Judgement Day [03:14]
05. How Deep Is The Ocean [05:30]
06. Milkman [03:21]
07. Crazy About You Baby [04:09]
08. That’s No Way To Get Along [06:08]
09. Everything Will Be Alright [03:52]
10. Diamonds [04:23]
11. When Somebody Thinks You’re Wonderful [02:51]
12. Hard Times [03:46]
13. Rolling And Tumbling [05:18]
14. Autum Leaves [05:39]

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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Stan Getz & Charlie Byrd

Stan Getz & Charlie Byrd - Jazz Samba - 1962

Stanley Getz nasceu na Philadelphia, Estados Unidos, no dia 2 de fevereiro de 1927 e seu instrumento dominante era o sax-tenor.
Representante do estilo cool-jazz , ganhou reconhecimento no "The Four Brothers", sessão de sax de Woody Herman (1947-1949). Desde então, seu estilo suave combinou-se com o da bossa nova brasileira, na qual foi introduzido por Charlie Byrd nos anos 60.
Ao lado de Byrd, gravou o Álbum "Jazz Samba" (1962), que incluía "Desafinado", composição de Tom Jobim e Newton Mendonça.
Com este trabalho, Getz ganhou o primeiro de muitos Grammys, além de estabilizar sua carreira solo.
Com o tempo, novas idéias e experimentos vieram, porém, sem fugir de suas características de improviso melódico, oriundas da influência dos clássicos como Lester Young.
Ainda realizava gravações e shows ao vivo nos anos 80, quando descobriu que tinha câncer. Faleceu em Malibu, California, no dia 6 de junho de 1991.

Tracks:
1. Desafinado
2. Samba Dees Days
3. O Pato
4. Samba Triste
5. Samba De Uma Nota So
6. É Luxo Só
7. Baia

Stan Getz: Tenor-Sax
Charlie Byrd: Guitar
Heter Betts: Bass
Gene Byrd: Bass & Guitar
Buddy Deppenschmidt: Drums
Bill Reinchenbach: Drums

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domingo, 3 de outubro de 2010

Kenny Dorham

Kenny Dorham - Afro-Cuban - 1955

Tracks:
1. Afrodisia
2. Lotus Flower
3. Minor's Holiday
4. Minor's Holiday [Alternate Take]
5. Basheer's Dream
6. K.D.'s Motion
7. Villa
8. Venita's Dance
9. K.D.'s Cab Ride

Art Blakey Drums
Kenny Dorham Trumpet
Percy Heath Bass
J.J. Johnson Trombone
Hank Mobley Sax (Tenor)
Cecil Payne Sax (Baritone), Brass
Oscar Pettiford Bass
Horace Silver Piano
Carlos "Patato" Valdes Conga, Continuo

Jan 30, 1955,Mar 29, 1955
Label
Blue Note

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Art Farmer & Phil Woods

Art Farmer & Phil Woods - What Happens? - 1968

Tracks:
1 Watch What Happens 8:29
2 Chelsea Bridge 7:48
3 Blue Bossa 7:19
4 Blue Lights 7:16
5 The Day After 6:35
6 Sunrise Sunset 7:46

Art Farmer (Flugelhorn)
Phil Woods (Alto Saxophone)
Martial Solal (Piano)
Henry Textier (Bass)
Daniel Humair (Drums)

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Miles Davis

Miles Davis - Steamin' With The Miles Davis Quintet 1961

Tracks:
01 "Surrey With the Fringe On Top" (Richard Rodgers) – 9:07
02 "Salt Peanuts" (Dizzy Gillespie-Kenny Clarke) – 6:09
03 "Something I Dreamed Last Night" (Sammy Fain) – 6:17
04 "Diane" (Lew Pollack / Ernö Rapée) – 7:52
05 "Well You Needn't" (Thelonious Monk) – 6:22
06 "When I Fall in Love" (Victor Young) – 4:25

Miles Davis – Trumpet
John Coltrane – Tenor saxophone
Red Garland – Piano
Paul Chambers – Bass
Philly Joe Jones – drums

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Kenny Burrell & Jimmy Smith

Kenny Burrell • Jimmy Smith - Blue Bash! - 1963

Tracks:
1. Blue Bash
2. Travelin'
3. Fever
4. Blues For Del
5. Easy Living
6. Soft Winds
7. Kenny's Sound
8. Travelin'
9. Fever
10. Soft Winds
11. Kenny's Sound
12. Easy Living
13. Travelin'
14. Kenny's Sound

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Louis Armstrong & Duke Ellington

Louis Armstrong and Duke Ellington - The Complete Sessions, 1961 Blue Note

Dois dos nomes mais importante do jazz juntos numa gravação. É engraçado mas, embora seus caminhos tenham se cruzado ao longo dos anos, ninguém na indústria do entretenimento jamais havia conseguido Armstrong e Duke Ellington em um estúdio de gravação para fazer um álbum juntos. Até que em 03 de abril de 1961, o produtor Bob Thiele conseguiu o que deve ser considerado como uma de suas maiores conquistas, organizou e supervisionou uma sessão de sete horas e meia no estúdio RCA Victor's One em Manhattan, utilizando um sexteto combinando Duke Ellington com Louis Armstrong & His All-Stars. Este grupo inclui ex-Ellington clarinetista Barney Bigard, ex-Jimmie Lunceford swing-a-bop trombonista Trummy Young, o baixista Mort Herbert, e o baterista Danny Barcelona. Uma pérola!!!

Tracks:
1. Duke's Place
2. I'm Just A Lucky So And So
3. Cottontail
4. Mood Indigo
5. Do Nothin' Till You Hear From Me
6. The Beautiful American
7. Black And Tan Fantasy
8. Drop Me Off In Harlem
9. The Mooche
10. In A Mellow Tone
11. It Don't Mean A Thing (If It Ain't Got That Swing)
12. Solitude
13. Don't Get Around Much Anymore
14. I'm Beginning To See The Light
15. Just Squeeze Me
16. I Got It Bad (And That Ain't Good)
17. Azalea

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sábado, 2 de outubro de 2010

Thelonious Monk

Thelonious Monk - Thelonious Monk Trio - 1954

Tracks:
01. Blue Monk
02. Just A Gigolo
03. Bemsha Swing
04. Reflections
05. Little Rootie Tootie
06. Sweet And Lovely
07. Bye-Ya
08. Monk's Dream
09. Trinkle, Tinkle
10. These Foolish Things

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Horace Silver

Horace Silver - Blowin' The Blues Away - 1959

Tracks:
01. Blowin' the Blues Away
02. The St. Vitus Dance
03. Break City
04. Peace
05. Sister Sadie
06. The Baghdad Blues
07. Melancholy Mood
08. How Did It Happen

Horace Silver – Piano
Blue Mitchell – Trumpet
Junior Cook – Tenor sax
Gene Taylor – Bass
Louis Hayes - Drums

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Herbie Hancock

Herbie Hancock - Takin' Off - 1962

Tracks:
1. Watermelon Man
2. Three Bags Full
3. Empty Pockets
4. The Maze
5. Driftin'
6. Alone And I

Herbie Hancock — piano
Freddie Hubbard — trumpet
Dexter Gordon — tenor saxophone
Butch Warren — bass
Billy Higgins — drums

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Bill Evans

Bill Evans - I Will Say Goodbye - 1977

Tracks:
1. I Will Say Goodbye
2. Dolphin Dance
3. Seascape
4. Peau Douce
5. Nobody Else But Me
6. I Will Say Goodbye (Take 2)
7. The Opener
8. Quiet Light
9. A House Is Not A Home
10. Orson's Theme

Download Parte1 Parte2

Lou Reed

Lou Reed - The Blue Mask - 1982


The Blue Mask marca o retorno de Lou Reed após um período em tratamento contra sua dependência química e alcoólica. Lançado em 1982, seu décimo quinto disco em sua carreira-solo, enterra de vez a imagem do 'Rock 'n' Roll Animal', aquele personagem lembrado pelos seus excessos, vivido durante boa parte da década de setenta em seu período mais glam. Lou Reed continua escrevendo abertamente sobre sua vida, seus pensamentos, seus medos e suas angústias, porém, uma vez desintoxicado, ele aparenta estar mais focado. Até os timbres utilizados em sua guitarra, que ele volta a tocar pela primeira vez desde os tempos do Velvet Underground, estão mais limpos e claros. O álbum é dedicado ao falecido poeta Delmore Schwartz, seu amigo antes de iniciar sua carreira e inspiração sua de longa data.
Tracks:
1. My House
2. Women
3. Underneath the Bottle
4. Gun
5. The Blue Mask
6. Average Guy
7. The Heroine
8. Waves of Fear
9. The Day John Kennedy Died
10. Heavenly Arms

Mulheres
Eu amo as mulheres, eu as acho formidáveis
Elas são o consolo para o mundo em um estado terrível
Elas são uma benção para os meus olhos
Um bálsamo para minha alma
Que pesadelo
Não ter mulheres no mundo

Eu amo as mulheres...
Todos nós amamos as mulheres

Eu antigamente olhava para mulheres nas revistas
Eu sei que isto é machista, mas eu era manhoso
Não conseguia tirar minhas mãos das mulheres
E não irei até morrer

Eu amo as mulheres...
Todos nós amamos as mulheres

O amor de uma mulher pode te elevar
E as mulheres conseguem inspirar
Me sinto com vontade de comprar flores
E contratar um coro celestial
Um coro de castrados para serenar meu amor
Eles cantariam um pouco de Bach para nós
E então faríamos amor

Eu amo as mulheres
Eu amo as mulheres
Todos nós amamos as mulheres
Nós amamos as mulheres

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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Bill Evans Trio

Bill Evans Trio - Waltz for Debby - 1961

Tracks:
01. My Foolish Heart (4:56)
02. Waltz for Debby (Take 2) (7:00)
03. Waltz for Debby (Take 1) (6:46)
04. Detour Ahead (Take 2) (7:35)
05. Detour Ahead (Take 1) (7:12)
06. My Romance (Take 1) (7:11)
07. My Romance (Take 2) (7:13)
08. Some Other Time (5:02)
09. Milestones (6:37)
10. Porgy (I Loves You, Porgy) (5:57)


Paul Motian; Drums
Scott LaFaro; Bass
Bill Evans; Piano

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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Anatomia de um Crime - 1959


No Michigan, Paul Biegler (James Stewart) é um advogado que é auxiliado por um alcoólatra, Parnell McCarthy (Arthur O'Connell). Após ter recusado inicialmente, ele decide aceitar a defesa de Frederick Manion (Ben Gazzara), um tenente do exército acusado de assassinato. O réu alega que a vítima violentou Laura Manion (Lee Remick), sua mulher, mas seu oponente é Claude Dancer (George C. Scott), um conceituado promotor que afirma que a alegação do réu é falsa e que Laura, que tem uma reputação de promíscua, estava realmente tendo um caso com o bartender assassinado, sendo que durante um acesso de cíúme Frederick teria intencionalmente cometido o crime.


Ficha Técnica:
título original:Anatomy of a Murder
gênero:Drama
duração:02 hs 41 min
ano de lançamento:1959
estúdio:Columbia Pictures Corporation / Carlyle Productions
distribuidora:Columbia Pictures
direção: Otto Preminger
roteiro:Wendell Mayes, baseado em livro de Robert Traver
produção:Otto Preminger
música:Duke Ellington
fotografia:Sam Leavitt
direção de arte:
figurino:
edição:Louis R. Loeffler

Elenco:
James Stewart .... Paul Biegler
Lee Remick .... Laura Manion
Ben Gazzara .... Tenente Manion
Arthur O'Connell .... Parnell McCarthy
Eve Arden .... Maida Rutledge
Kathryn Grant .... Mary Pilant
George C. Scott .... Claude Dancer
Orson Bean .... Dr. Smith
Russ Brown .... Sr. Lemon
Murray Hamilton .... Paquette
Brooks West .... Mitch Lodwick
Ken Lynch .... Sargento Durgo
Joseph N. Welch .... Juiz Weaver

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Blue Mitchell

Blue Mitchell - Step Lightly - 1963

Tracks:
1. Mamacita
2. Sweet And Lovely
3. Andrea
4. Step Lightly
5. Cry Me A River
6. Bluesville

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Quanto Mais Quente Melhor - 1959


Chicago, 1929. Joe (Tony Curtis) e Jerry (Jack Lemmon) são músicos desempregados, que estão desesperados por trabalho. Eles acidentalmente testemunham o Massacre do Dia de São Valentim, assistindo o criminoso Spats Colombo (George Raft) e seu cúmplice aniquilarem Toothpick Charlie (George E. Stone) e sua gangue. Forçados a apressadamente deixarem a cidade, Joe e Jerry pegam o primeiro trabalho que podem arrumar: tocar na banda de garotas da Sweet Sue (Joan Shawlee) e suas Sincopadoras. Em trajes femininos, os dois se juntam ao resto da banda em um trem que vai para Miami, Flórida. Diante desta situação, Joe adota o nome de Josephine e Jerry torna-se Daphne. De repente eles vêem Sugar Kane (Marilyn Monroe), a vocalista da banda de Sweet Sue. Jerry se apaixona na hora, mas Joe o lembra que ele não pode se fazer notar. Porém, após chegarem a Miami, um milionário (Joe E. Brown) se apaixona por Daphne e Joe resolve se fazer passar por um milionário para tentar conquistar Sugar, tudo isto em meio à uma reunião dos Amigos da Ópera Italiana, uma convenção de criminosos que traz à cidade Spats Colombo e sua gangue.

Ficha Técnica:
título original:Some Like It Hot
gênero:Comédia
duração:02 hs 02 min
ano de lançamento:1959
estúdio:United Artists / Ashton Productions / Mirisch Company
distribuidora:United Artists
direção: Billy Wilder
roteiro:I.A.L. Diamond e Billy Wilder, baseado em estória de M. Logan e Robert Thoeren
produção:Billy Wilder
música:Adolph Deutsch
fotografia:Charles Lang
direção de arte:Ted Haworth
figurino:Orry-Kelly
edição:Arthur P. Schmidt

Elenco:
Marilyn Monroe (Sugar Kane)
Tony Curtis (Joe / Josephine)
Jack Lemmon (Jerry / Daphne)
George Raft (Spats Colombo)
Pat O'Brien (Mulligan)
Joe E. Brown (Osgood Fielding III)
Nehemiah Persoff (Bonaparte)
Joan Shawlee (Sweet Sue)
Billy Gray (Sig Poliakoff)
George E. Stone (Toothpick Charlie)
Dave Berry (Beinstock)

Curiosidades:
- Inicialmente era idéia do diretor Billy Wilder que Frank Sinatra interpretasse Jerry e Daphne.
- A escolha inicial de Billy Wilder para a personagem Sugar Kane não foi Marilyn Monroe, mas sim Mitzi Gaynor.
- Marilyn Monroe queria que
Quanto Mais Quente Melhor
fosse rodado a cores, já que seu contrato estipulava que todos os seus filmes deveriam ser a cores. Monroe somente concordou com que o filme fosse rodado em preto e branco após ser convencida por Billy Wilder, que usou como argumento o fato de que a maquiagem utilizada por Jack Lemmon e Tony Curtis ao se travestirem de mulher deixava suas peles com um tom esverdeado.
- Foram necessárias 47 tomadas para que a cena em que a personagem de Marilyn Monroe diz a fala "It's me, Sugar" ficasse pronta. A atriz sempre trocava a fala ou para "Sugar, it's me" ou para "It's Sugar, me". Após a 30ª tomada, o diretor Billy Wilder resolveu escrever em um quadro-negro a fala correta, para que Monroe não mais se confundisse.
- Outra cena que precisou de um grande número de tomadas foi quando a personagem de Marilyn Monroe procurava em várias gavetas e precisava dizer "Where's the bourbon?". A atriz trocava sempre a fala para "Where's the whiskey?", "Where's the bottle?" ou "Where's the bonbon?" e, após a 40ª tomada, o diretor Billy Wilder resolveu escrever dentro de uma das gavetas a frase correta. Como ainda assim Monroe se confundia, pois se esquecia em qual gaveta estava a fala que precisava dizer, Wilder escreveu "Where's the bourbon?" dentro de todas as gavetas as quais a atriz precisaria abrir. Esta cena precisou ser rodada 59 vezes até que ficasse na forma correta.
- Após várias tomadas de uma cena em que precisava beijar Marilyn Monroe, o ator Tony Curtis comparou a sensação de beijar a atriz como sendo idêntico a beijar Adolph Hitler.
- Em uma pré-estréia de teste, o público riu tanto na cena em que Jack Lemmon anunciava seu noivado que muitos diálogos não foram acompanhados pelo público. O diretor Billy Wilder resolveu então rodar novamente a cena, colocando algumas pausas entre as falas e adicionando o movimento dos chocalhos, feito por Lemmon.

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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O Destino Bate à sua Porta - 1946


Califórnia, anos 30. Nick Smith (Cecil Kellaway), o proprietário de um posto de gasolina e restaurante na beira da estrada, contrata Frank Chambers (John Garfield) como frentista. Ele logo passa a ter um affair com Cora Smith (Lana Turner), a jovem e sexy mulher do seu patrão, que o persuade a matar o marido e fazer parecer um acidente.

Ficha Técnica:
título original:The Postman Always Rings Twice
gênero:Drama / Noir/ Thriller
duração:01 hs 53 min
ano de lançamento:1946
estúdio:Metro-Goldwyn-Mayer
distribuidora:Metro-Goldwyn-Mayer
direção: Tay Garnett
roteiro:Harry Ruskin e Niven Busch, baseado em livro de James M. Cain
produção:Carey Wilson
música:George Bassman
fotografia:Sidney Wagner
direção de arte:Randall Duell e Cedric Gibbons
edição:George White

Elenco:
Lana Turner (Cora Smith)
John Garfield (Frank Chambers)
Cecil Kellaway (Nick Smith)
Hume Cronyn (Arthur Keats)
Leon Ames (Kyle Sackett)
Audrey Totter (Madge Gorland)
Alan Reed (Ezra Liam Kennedy)
Jeff York (Blair)

Curiosidade:
Filmado anteriormente como
Paixão Perigosa (1939) e
Obsessão (1942) e posteriormente como O Destino Bate à sua Porta (1981)

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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Laura - 1944


Investigando a morte da diretora de uma agência de propaganda, Laura Hunt (Gene Tierney), que teve o rosto destruído por tiros de espingarda, o detetive Mark McPherson (Dana Andrews) interroga Waldo Lydecker (Clifton Webb), seu mentor e um influente jornalista, que considerava Laura não apenas sua maior "criação" mas também sua propriedade pessoal. Laura estava noiva de Shelby Carpenter (Vincent Price), um playboy, para desgosto de Lydecker e da tia de Laura, Ann Treadwell (Judith Anderson), uma mulher rica que era apaixonada por Carpenter. Enquanto a investigação evolui McPherson sente-se atraído pela vítima e, ao ir ao apartamento dela em busca de provas, contempla uma pintura de Laura pendurada na parede. Repentinamente acontece o inesperado, pois Laura surge na sua frente viva e com o rosto sem nenhum ferimento.

Ficha Técnica:
título original:Laura
gênero:Policial
duração:01 hs 25 min
ano de lançamento:1944
estúdio:20th Century Fox
distribuidora:20th Century Fox Film Corporation
direção: Otto Preminger
roteiro:Jay Dratler, Samuel Hoffenstein e Elizabeth Reinhardt, baseado em livro de Vera Caspary
produção:Otto Preminger
música:David Raksin
fotografia:Joseph LaShelle
direção de arte:Leland Fuller e Lyle R. Wheeler
figurino:Bonnie Cashin
edição:Louis R. Loeffler

Laura:
Gene Tierney (Laura Hunt)
Dana Andrews (Detetive Mark McPherson)
Clifton Webb (Waldo Lydecker)
Vincent Price (Shelby Carpenter)
Judith Anderson (Ann Treadwell)
Cy Kendall (Inspetor)
Dorothy Adams (Bessie Clary)
John Dexter (Jacob)
Ralph Dunn (Detetive Fred Callahan)
James Flavin (Detetive McEveety)

Curiosidades:
- As filmagens de Laura tiveram início com Rouben Mamoulian na direção. Otto Preminger inicialmente era apenas o produtor do filme, mas decidiu por demitir Mamoulian e assumir ele próprio a direção. Preminger também contratou um novo diretor de fotografia e descartou todas as sequências já rodadas por Mamoulian;

- O produtor Darryl F. Zanuck era contrário à escalação de Clifton Webb em Laura, devido à sua propalada homossexualidade. A vontade de Otto Preminger prevalesceu sobre a do produtor e Webb foi mantido no elenco, sendo posteriormente indicado ao Oscar;

- Trata-se da 1ª aparição nas telas de Clifton Webb desde a era do cinema mudo.

Prêmios:
OSCAR
Ganhou
Melhor Fotografia - Preto e Branco

Indicações
Melhor Diretor - Otto Preminger
Melhor Ator Coadjuvante - Clifton Webb
Melhor Roteiro
Melhor Direção de Arte - Preto e Branco

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Chuck Berry

Chuck Berry with Rocking Horse BBC Theatre, Londres, 1972

Tracks:
01. Program Intro (medley of songs)
02. Roll Over Beethoven
03. Sweet Little Sixteen
04. Memphis, Tennessee
05. Too Much Monkey Business
06. Beer Drinking Woman
07. Let It Rock
08. Mean Old World
09. Carol
10. Rock And Roll Music
11. Promised Land
12. Reelin' And Rockin'
13. Nadine
14. Bye Bye Johnny (including Bon Soir Cherie)
15. Johnny B. Goode

Chuck Berry (vocals/lead guitar)
Rocking Horse
Jimmy Campbell (rhythm guitar)
Billy Kinsley (bass)
Dave Harrison (drums)
Michael Snow (piano)

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Hal Singer

Hal Singer With Charlie Shavers - Blue Stompin' - 1959

Tracks:
1. Blue Stompin'
2. Windy
3. With A Song In My Heart
4. Midnight
5. Fancy Pants
6. The Blast Off

Hal Singer - tenor sax
Charlie Shavers - trumpet
Ray Bryant - piano
Wendell Marshall - bass
Osie Johnson - drums

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Terrine de berinjela ao molho pesto



Ingredientes:
2 berinjelas grandes
2 abobrinhas
2 pimentões vermelhos
2 pimentões amarelos
100 g de ricota
300 g de cream cheese
2 ovos
1/4 de xícara de creme de leite
pitada de noz-moscada
sal e pimenta do reino

Molho ao pesto

1 xícara de folhas de manjericão
1/4 de xícara de nozes picadas
1/3 xícara de azeite de oliva
1 dente de alho pequeno
2 colheres de sopa de parmesão
sal e pimenta do reino

Modo de Preparo:
Unte os pimentões com um pouco de óleo e coloque no forno bem quente até que as peles estejam levemente queimadas. Retire do forno e coloque em um saco de papel (tipo padaria). Feche o saco e deixe os pimentões descansarem por 10 minutos. Isso facilitará a retirada da pele. Retire a pele dos pimentões e corte-os ao meio. Retire as semente e reserve. Descasque as berinjelas e corte-as no sentido do comprimento fazendo fatias de ½ cm de espessura. Salpique com sal e pimenta-do-reino. Lave bem as abobrinhas e corte em fatias iguais às de berinjela e tempere. Forre uma assadeira (grande) com papel manteiga e unte levemente o papel. Coloque as fatias de berinjela e de abobrinha em uma só camada. (Se necessário utilize 2 assadeiras) Leve ao forno médio por cerca de 30 minutos ou até que as fatias estejam macias. Retire e deixe esfriar. Coloque na batedeira os dois tipos de queijo e bata até que estejam cremosos. Acrescente os ovos um a um batendo sempre. Abaixe a velocidade e acrescente o creme de leite. Bata mais 30 segundos. Tempere com sal, pimenta-do-reino e noz moscada. Unte com um pouco de azeite uma assadeira de pão de forma (25x10x10) e forre fundo e laterais com as fatias de berinjela. Espalhe um pouco do creme sobre as fatias e cubra com fatias de abobrinha, cubra com um pouco de creme e distribua as fatias de pimentão vermelho. Repita com mais abobrinhas e pimentões vermelhos. Cubra a terrine com fatias de berinjela e embrulhe em papel alumínio. Coloque água morna em uma assadeira e leve ao forno, acrescente a terrine neste banho-maria e asse por 1 hora em forno médio (170°). Retire. Deixe esfriar e leve à geladeira por 12 horas. Bata os ingredientes para o molho em um processador. Fatie a terrine (com uma faca molhada) e sirva regando com um pouco do molho.

Cuscuz

De entrada a prato principal, o cuscuz sofre influências culturais, mas não perde o sabor



O kuz-kuz ou alcuzcuz nasceu na África Setentrional. Inicialmente, feito pelos mouros com arroz ou sorgo, o prato se espalhou pelo mundo no século XVI, quando passou a ser preparado com milho americano.

No Brasil, a iguaria foi trazida pelos portugueses e acabou se popularizando durante a fase colonial. Nessa época, estava presente apenas nas mesas das famílias mais pobres e era a base da alimentação dos negros. Confeccionado pelos escravos, o cuscuz era vendido em tabuleiros pelos mestiços, filhos e netos de cuscuzeiras anônimas.

Aos poucos, o prato foi sendo incorporado à nossa cultura e ganhou versões regionais e mais sofisticadas. Hoje, há basicamente dois tipos de cuscuz: do Nordeste e do Centro-Sul, ambos preparados com massa de milho.

Em São Paulo e Minas Gerais, o prato se transformou em uma refeição mais substancial. Confeccionado com farinha de milho e recheado com camarão, peixe ou frango e molho de tomate, nesses Estados o cuscuz é servido como entrada, acompanhamento e até como prato principal.

No Nordeste, a massa de milho feita com fubá é temperada com sal, cozida no vapor e umedecida com leite de coco, com ou sem açúcar. Nessa região, o prato é servido de manhã, acompanhado com manteiga, ou na ceia da noite, dissolvido em leite, quando se transforma em uma saborosa sopinha.

A minha receita de Cuscuz Paulista é bem simples.

Ingredientes:

1/2 xícara (chá) de azeite
1 cebola picada
4 dentes de alho
10 tomates (sendo 8 sem pele e sem sementes picados e 2 em rodelas para decoração)
2 pimentões picados em quadrinhos pequenos (verde e vermelho)
1 lata de palmito
3 ovos cozidos
2 latas de filé de sardinha
1 lata de ervilha
4 colheres (sopa) de salsa picada
6 tabletes de caldo de galinha
4 xícaras (chá) de farinha de milho
2 colheres (sopa) de farinha de mandioca
1 pimenta vermelha picada (ou molho de pimenta)

Modo de preparo:

Forre o fundo e as laterais de uma forma para pudim ou bolo, com rodelas (ou tiras) de parte do palmito, rodelas de tomate para decoração, algumas rodelas dos ovos e com alguns filés de sardinha. Use a criatividade para a decoração.

Aqueça o azeite, doure o alho e a cebola, junte os tomates picados, os pimentões e refogue.

Junte o restante do palmito picado, dos ovos e dos filés de sardinha, a ervilha escorrida e a salsa.

Acrescente os tabletes de caldo de galinha, junte quatro xícaras (chá) de água fervente, mexa bem e deixa ferver.

Misture a farinha de milho e a mandioca e polvilhe sobre o refogado, aos poucos mexendo bem até incorporarem completamente.

Distribua a massa na forma preparada, apertando ligeiramente.

Vire o cuscuz sobre um prato e sirva.

Bom apetite!

sábado, 25 de setembro de 2010

Blue Mitchell

Blue Mitchell - Collision In Black - 1968

Tracks:
1 Collision In Black
2 Deeper In Black
3 Jo Ju Ja
4 Blue on Black
5 Swahili Suite
6 Monkin' Around
7 Keep Your Nose Clean
8 I Ain't Jivin'
9 Digging in the Dirt
10 Who Dun It?
11 Kick It
12 Keep Your Soul Together


Blue Mitchell - Trumpet, Horn
Monk Higgins - Organ, Piano, Arranger, Sax (Tenor)
Dee Ervin - Organ, Percussion
Miles Grayson - Percussion, Piano
Paul Humphrey - Drums
John Cyr - Percussion
Bob West - Bass
Al Vescovo - Guitar
Anthony Ortego - Sax (Tenor)
Jack Redmond - Trombone
Dick Hyde - Trombone
Ernie Watts - Flute
Jim Horn - Flute


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Os discos de vinil continuam 'cool'

Boa notícia para os amantes do vinil

The New York Times

No auge dos downloads digitais, a venda de LPs está crescendo




O número de fanáticos por discos de vinil é difícil de se mensurar, mas é certo que estão crescendo, junto com as vendas dos discos. Em 2008, 1,88 milhão de discos foram comprados, mais do que em qualquer ano em que a empresa Nielsen SoundScan começou a contabilizar as vendas, quase vinte anos atrás.

Esses números podem ser pequenos em comparação ao volume de downloads de música digital durante o mesmo período. No entanto, o pessoal da SoundScan não estava sozinho ao notar que uma geração criada em MP3 players ultimamente tem caído nas graças dos discos long-play, a tecnologia charmosamente antiquada que era o principal meio de reprodução de música em casa durante a maior parte do século passado.
Grandes lojas de varejo como a Urban Outfitters tomaram nota e agora vendem discos de vinil. A galeria Gagosian pegou o mercado em expansão e tem discos de vinil com capa desenhada por artistas em seu endereço no Upper East Side.
O designer de roupas masculinas John Varvatos, colecionador cujo acervo pessoal tem por volta de 15.000 títulos, começou cedo nos discos; sua loja em um prédio da Bowery já abrigou estoques da casa de show CBGB e alguns dos mais desejados vinis antigos da cidade. A maioria dos achados de Varvatos são descobertos na internet, disse ele, ressaltando que a navegação na web ainda não oferece os prazeres táteis do “binning” – gastar algumas horas folheando álbuns em caixotes de leite.

Feira - Foi como um caçador de tesouros nos moldes de Varvatos que deixei a luz do verão no domingo passado para descer à escuridão do purgatório da Vault no One Hanson Place, no Brooklyn. Lá, em câmaras subterrâneas, cerca de 30 comerciantes de vinil, convidados pelo Brooklyn Flea, tinham montado suas mesas dobráveis e levado suas caixas para fora de casa.

Não foi a maior feira de vinil, nem mesmo a maior da semana (que, provavelmente, é a Faire Long Island Music Lover’s). Mas a versão do Brooklyn tinha um sabor distinto. Entre os fornecedores estava um editor sênior do The Huffington Post, dois caras da Other Music, uma maravilhosa loja de discos indie, uma educadora infantil com uma loja de rock psicodélico, e Bill Yawiem, de 55 anos, cuja recente mudança de uma casa para um apartamento o obrigou à difícil decisão de se desfazer de parte de seu acervo.

“Já era tempo de peneirar um pouco”, comentou Yawien, buscando em seu tesouro de discos antigos, bolachas do Cream, Jimi Hendrix, Jefferson Airplane e Mothers of Invention e também outros tão obscuros que, para qualquer pessoa jovem, os títulos poderiam muito bem usar escrita cuneiforme. “Deus te abençoe por se liberar do seu apego”, disse a Yawien Julie Zimmermann, uma das raras mulheres a serem vistas vagando pela abóbada escura. “Guardava cerca de 4.000 discos“, disse Yawien.

Um dos discos de Yawien era 1962 Boss Golden Gassers, de Murray The K. Uma linha na parte inferior da capa descrevia o conteúdo como música para tocar enquanto se assiste a uma corrida de submarinos. Um monte de historias da cultura pop foi codificada naquela compilação – com músicas de Shirelles, Etta James e The Edsels (Rama Lama Ding Dong). Não haviam corridas de submarino, é claro. Como o Urban Dictionary irá informá-lo, corrida de submarino é um eufemismo para as coisas que você faz quando as janelas do carro estão embaçadas.

Procura - A música, não as narrativas, é claramente a razão pela qual as pessoas compram vinis antigos. Eles caçam itens cult, estranhos break-beats, impressões feitas em pequenas quantidades por gravadoras obscuras em lugares onde os gêneros e subgêneros pegaram primeiro. “Eu tenho house e Detroit, principalmente”, disse Matt Aracê, um DJ à caça de selos como Kompact. “Compro qualquer gênero”, disse John Rattner, um DJ da Califórnia migrado para o Brooklyn, “exceto techno e house”.

Eles estão procurando coisas como um Serge Gainsbourg encontrado em uma lixeira por 25 dólares ou os discos de Tito Puente e Benny More. É seguro presumir que os compradores também estão, de alguma forma sutil, buscando conexões culturais, o tipo que você só poderia receber de alguém como Sal Siggia.

Siggia estava no Vault, no domingo, vestindo calcas índigo Katharine Hamnett dos anos 80 e vendendo seu tesouro pessoal do período, incluindo um catalogo quase completo do Smiths e uma camiseta do Sex Pistols roubada a muito tempo atrás em um show em São Francisco. “Nunca pensei muito sobre o que eu estava recolhendo. Eu só sabia que valia a pena guardar de alguma forma”, disse Siggia.

O que o fez se sentir muito bem sobre o mercado de domingo, Siggia acrescentou, é que quase tudo o que ele vendeu naquele dia tinha sido adquirido para prazer pessoal e não para revenda. “Tudo que as pessoas compraram foi meu material nos anos 80”, disse. Ou seja, as músicas que ele escutava ou as roupas que usava.

Camisetas de discoteca e uma coleção completa dos discos dos Smiths são, em sua própria maneira, os elementos de uma autobiografia. Foi difícil, perguntaram para Siggia, renunciar a seu tesouro, seus clássicos, suas relíquias? “Não”, ele disse, sem rodeios.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sócrates - 1971


Com direção do mestre italiano Roberto Rossellini, esta superprodução européia é a cinebiografia de Sócrates (470 - 333 a.C.), um dos maiores filósofos da Humanidade. Rossellini mostra o final da vida de Sócrates, em especial seu julgamento e sua condenação à morte, com destaque para os célebres diálogos socráticos: "Apologia", discurso de defesa do filósofo; "Críton", em que um dos seus discípulos tenta convencê-lo a fugir da prisão; e "Fédon", com seus últimos ensinamentos antes de morrer.

Ficha Técnica:
título original: Socrates
gênero: Drama/Biografia
duração: 120 min
país de Origem: Espanha / Itália / França
ano de lançamento: 1971
direção: Roberto Rossellini
roteiro: Marcella Mariani, Renzo Rossellini
produção: Renzo Rossellini
música: Mario Nascimbene

Elenco:
Jean Sylvère ... Socrate (as Jean Silvère)
Anne Caprile ... Santippe (as Anna Caprile)
Giuseppe Mannajuolo ... Apollodoro (as Bepy Mannaiuolo)
Ricardo Palacios ... Critone
Antonio Medina ... Platone
Julio Morales ... Antistene
Emilio Miguel Hernández ... Meleto
Emilio Hernández Blanco ... Ipperide
Manuel Angel Egea ... Cebete
Jesús Fernández ... Cristobolo
Eduardo Puceiro ... Simmia
José Renovales ... Fedo
Gonzalo Tejel ... Anito
Antonio Requena ... Ermete
Roberto Cruz ... Un vecchio

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Cosmos - Carl Sagan -13 Episódios



Abril de 1982. Finalmente estréia no Brasil a série Cosmos, pela rede Globo de televisão. A partir de então, nas manhãs de sábado, os brasileiros podiam assistir a uma das séries de maior sucesso de todos os tempos, vista por mais de 140 milhões de pessoas em todo o mundo somente em sua primeira transmissão, em setembro de 1980.
Idealizada por Carl Sagan e sua esposa Ann Druyan, produzida pela KCET e Carl Sagan Productions, em associação com a BBC e a Polytel International e veiculada nos EUA pela PBS, Cosmos é um dos mais formidáveis exemplos da amplitude e eficácia que a divulgação científica pode atingir por meios audiovisuais, quando servida por uma personalidade carismática como a de Carl Sagan e apoiada por recursos técnicos de qualidade.
Utilizando efeitos especiais disponíveis na época apenas para produções como Guerra nas Estrelas, Segan leva o espectador em sua nave imaginária a uma viagem pelos limites do universo, ao reino do infinitamente grande, dos aglomerados de galáxias aos berçários estelares, das gigantes vermelhas às supernovas e pulsares.
De volta à Terra, penetra no mundo do infinitamente pequeno, das partículas atômicas aos componentes básicos da vida. Sagan nos conduz com genialidade pelo mundo da física moderna, transmitindo conceitos complexos de forma simples e cativante. Com imensa criatividade, passeia pela história, revelando ao público as contribuições de alguns dos maiores nomes da ciência e de fatos históricos que mudaram para sempre o pensamento e o rumo da humanidade.
Cosmos e sua trilha sonora, formada por faixas do aclamado álbum Heaven and Hell (1975), do Vangelis, tornam-se um só, imagem e som unidos com rara perfeição. Filmado ao longo de três anos, em quarenta locais de doze países, o programa abriu a janela do Universo a mais de 500 milhões de pessoas ao redor do mundo, e inspirou toda uma geração a seguir pelos caminhos da ciência ao desmistificar o que até então era informação científica inacessível ao grande público.
A série é composta por um total de 780 minutos de material, distribuídos por 13 episódios de 60 minutos cada. O material foi revisto, dez anos após, pelo próprio Carl Sagan e por sua esposa e ajudante, Ann Druyan. No final de alguns episódios encontra-se uma apresentação das atualizações e novas descobertas científicas feitas em relação às matérias expostas desde o lançamento original desta série que, ainda hoje, mantém-se atual e repleta de "profecias" acerca dos avanços científicos e dos caminhos de nossa civilização.
EPISÓDIOS:

* Episódio 1 - AS MARGENS DO OCEANO CÓSMICO

* Episódio 2 - UMA VOZ NA SINFONIA CÓSMICA

* Episódio 3 - A HARMONIA DOS MUNDOS

* Episódio 4 - CÉU E INFERNO

* Episódio 5 - O PLANETA VERMELHO

* Episódio 6 - A SAGA DOS VIAJANTES

* Episódio 7 - A ESPINHA DORSAL DA NOITE

* Episódio 8 - VIAGENS PELO TEMPO E ESPAÇO

* Episódio 9 - A VIDA DAS ESTRELAS

* Episódio 10 - O LIMIAR DA ETERNIDADE

* Episódio 11 - A PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA

* Episódio 12 - ENCICLOPÉDIA GALÁTICA

* Episódio 13 - O FUTURO DA TERRA

Dados do Arquivo:

Episódios: 1 a 13
Formato: DVDRip/RMVB
Áudio: Inglês
Legendas: Português-BR (embutidas)
Duração: 60min/eps
Tamanho médio dos eps.: 240MB (03 partes)
Servidor: Rapidshare

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Ezra Pound


"Minhas intenções eram boas, mas enganei-me na maneira de alcançá-las. Fui um estúpido. O conhecimento me chegou
tarde demais...Muito tarde me
chegou a certeza de nada saber..."

Se alguém merece encarnar a figura do poeta seminal do nosso século, como Poe no século passado este é sem dúvida Ezra Pound, com sua obra de amplo espectro, sua permanente devoção à causa da poesia, sua generosa atividade em prol de tantos escritores e artistas modernos, como James Joyce, T.S.Eliot, Yeats, Hemingway, Antheil, Gaudier-Brzeska.

"Ele foi para a poesia deste século o que Einstein foi para a física", disse E.E.Cummings, corroborado por Hemingway: "Um poeta deste século que afirme não ter sido influenciado por Ezra Pound merece mais a nossa piedade que a nossa reprovação".

Ezra Weston Loomis Pound (Hailey, Idaho, 30 de outubro de 1885 — Veneza, 1 de novembro de 1972) foi um poeta, músico e crítico que, junto com T. S. Eliot, foi uma das maiores figuras do movimento modernista da poesia do início do século XX. Ele foi o motor de diversos movimentos modernistas, notadamente do Imagismo e do Vorticismo.
Cresceu em Wyncote, perto de Filadélfia e formou-se na Universidade da Pensilvânia em 1906. Durante um breve período deu aulas em Crawfordsville, Indiana, e entre 1906-1907 viajou por Espanha, Itália e França. O seu primeiro livro de poemas, A Lume Spento, foi publicado em Veneza em 1908. Nesse ano fixou-se em Londres, onde viveu até 1920 e onde travou conhecimento com alguns dos mais importantes escritores da época: Ford Madox Ford, James Joyce, Wyndham Lewis, W. B. Yeats e T. S. Eliot, entre outros.
Em 1909 publicou Personae e Exultations, a que se seguiu um volume de ensaios críticos intitulado The Spirit of Romance de 1910. Entre 1914-1915 foi co-editor da revista do movimento Vorticista, Blast. Em Londres teve ainda a seu cargo a edição da revista de Chicago Little Review (1917-1919) e a partir de 1920 tornou-se correspondente da publicação The Dial na capital francesa, para onde se mudou em 1921.
Datam de 1920 as publicações de um segundo volume de textos críticos, Instigations, e de Hugh Selwyn Mauberley, uma das suas obras-primas. O poema Homage to Sextus Propertius foi publicado no ano anterior. Conhecedor das literaturas europeia e oriental, Pound associou-se desde muito cedo à escola dos imagistas, que liderou de forma particularmente enérgica. Os adeptos desta corrente poética, fundada em 1912 sob inspiração das ideias de T. E. Hulme, pretendiam explorar de forma disciplinada as potencialidades da imagem e da metáfora, consideradas a essência da poesia. O movimento, que Pound abandonou em 1914, teve a sua expressão na revista inglesa The Egoist (iniciada em 1912) e na revista americana Poetry (a partir de 1914). As raízes do movimento encontravam-se fundamentalmente na poesia chinesa e japonesa, mas os imagistas inspiraram-se também na poesia latina, em poemas da tradição medieval inglesa, nas composições poéticas dos trovadores provençais e em alguns poetas italianos. Nos seus Cantos, publicados numa longa série entre 1917-1949 e inacabados, Pound procurou elaborar uma versão moderna da Divina Comédia.
Henri Gaudier-Brzeska: Hieratic Head of Ezra Pound, mármore, 1914
A fase de maior proximidade do escritor em relação ao movimento imagista é ilustrada pelas obras Ripostes (1912) e Lustra (1916). Em 1924 Pound mudou-se para Itália, onde as teorias económicas que defendeu o associaram ao fascismo, tendo chegado a proferir comunicações antidemocráticas na rádio italiana durante a Segunda Guerra Mundial. Nos seus tratados económicos e históricos, Jefferson and/or Mussolini de 1935 e Guide to Kulchur de 1938, Pound comprometeu-se definitivamente com o fascismo e foi preso em 1945, tendo sido posteriormente repatriado.
Considerado mentalmente incapaz, foi internado durante 13 anos num hospital psiquiátrico em Washington DC. A acusação de traição foi retirada em 1958 e Pound voltou a Itália depois da sua libertação. Trabalhou nos seus Cantos até 1972, ano da sua morte. A obra, carregada de citações e alusões históricas, permanece uma das mais controversas da poesia deste século. A influência de Ezra Pound e do seu projecto de renovação da linguagem poética fez-se sentir em Joyce, Yeats, William Carlos Williams e particularmente em T. S. Eliot, que submeteu o manuscrito da sua obra The Waste Land à apreciação de Pound antes de o publicar em 1922. As correcções feitas por Pound mereceram-lhe a dedicatória de Eliot: "For Ezra Pound, il miglior fabbro" (A Ezra Pound, o melhor artífice).



E ASSIM EM NÍNIVE
"Sim! Sou um poeta e sobre minha tumba
Donzelas hão de espalhar pétalas de rosas
E os homens, mirto, antes que a noite
Degole o dia com a espada escura.
"Veja! não cabe a mim
Nem a ti objetar,
Pois o costume é antigo
E aqui em Nínive já observei
Mais de um cantor passar e ir habitar
O horto sombrio onde ninguém perturba
Seu sono ou canto.
E mais de um cantou suas canções
Com mais arte e mais alma do que eu;
E mais de um agora sobrepassa
Com seu laurel de flores
Minha beleza combalida pelas ondas,
Mas eu sou poeta e sobre minha tumba
Todos os homens hão de espalhar pétalas de rosas
Antes que a noite mate a luz
Com sua espada azul.
"Não é, Ruaana, que eu soe mais alto
Ou mais doce que os outros. É que eu
Sou um Poeta, e bebo vida
Como os homens menores bebem vinho."
(tradução de Augusto de Campos)
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SAUDAÇÃO

Oh geração dos afetados consumados
e consumadamente deslocados,
Tenho visto pescadores em piqueniques ao sol,
Tenho-os visto, com suas famílias mal-amanhadas,
Tenho visto seus sorrisos transbordantes de dentes
e escutado seus risos desengraçados.
E eu sou mais feliz que vós,
E eles eram mais felizes do que eu;
E os peixes nadam no lago
e não possuem nem o que vestir.

(tradução de Mário Faustino)

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Com usura


Com usura homem algum terá
casa de boa pedra
cada bloco talhado em polidez
e bem ajustado
para que o esboço envolva suas faces,


Com Usura
homem algum terá paraíso
pintado na parede de sua igreja
harpes et luz
ou onde a virgem receba a mensagem
e um halo projeta-se do inciso,
com usura
homem algum vê Gonzaga
seus herdeiros e concubinas
pintura alguma é feita pra ficar
nem pra com ela conviver
só é feita a fim de vender
e vender depressa


Com Usura, pecado contra a natureza,
sempre teu pão será rançosas códeas
sempre teu pão será de papel seco
sem trigo da montanha,
sem farinha forte
com usura uma linha cresce turva
com usura não há clara demarcação
e homem algum encontra sua casa.
O talhador não talha sua pedra
o tecelão não vê o seu tear


Com Usura
não vai a lã até a feira
carneiro não dá ganho com usura
a usura é uma peste, usura
engrossa a agulha
lá nas mãos da moça
E só pára a perícia de quem fia.
Pietro Lombardo
não veio via usura
Duccio não veio via usura
Nem Pier della Francesca;
Zuan Bellini não pela usura
nem foi pintada
'La Calunnia' assim.
Angelico não veio via usura;
nem veio Ambrogio Praedis,
Não veio Igreja alguma
de pedra talhada
com a incisão: Adamo me fecit.
Nem via usura St. Trophime
Nem via usura Saint Hilaire.


Usura oxida o cinzel
Ela enferruja o ofício e o artesão
Ela corrói o fio no tear
Ninguém aprende a tecer
ouro em seu modelo;
o azul é necrosado pela usura;
não se borda o carmesim
A esmeralda não acha
o seu Memling


A Usura mata o filho nas entranhas
Impede o jovem de fazer a corte
Levou paralisia ao leito, deita-se
entre a jovem noiva e seu noivo
...................contra naturam
Trouxeram meretrizes para Elêusis
Cadáveres dispostos no banquete às ordens da usura


N.B. Usura: Gravame por uso de poder aquisitivo, taxado sem considerar as possibilidades de produção; freqüentemente sem relação com as
possibilidades da produção.
(Daí a quebra do banco dos Médicis.)

Tradução de José Lino Grunewald